12 de jul. de 2013

Amigos para sempre ou até que o tempo nos separe

                Engraçado como as coisas eram tão simples quando éramos adolescentes... Tá que pra muita gente essa época da vida é complicada e de rebeldia, mas eu não acho que a minha tenha sido tão desastrosa assim... Na verdade eu tenho mais lembranças felizes do que problemáticas. Não que a vida tenha sido um mar de rosas, mas acho que eu olhava a vida pelo lado bom, sabe a metáfora do copo meio cheio? Acho que vivi por aí.

                Essa semana encontrei com duas amigonas da época da adolescência. Infelizmente o encontro não foi baseado em algo feliz, porque se deu pelo óbito do pai de uma delas... Odeio cemitério mais que tudo nessa vida, e admito que antes do meu pai falecer a quatro anos atrás, eu nem ia a velório... Sei lá, achava que ir a velório era coisa intima da família, e que outras pessoas indo ficavam parecendo um bando de abutres sem o que fazer da vida... Sério gente é absurdo, mas, eu pensava assim. Até que um dia a família que chorava era a minha, e eu percebi que o carinho e a força das pessoas nesse momento é muito confortante pra quem ficou... Então ainda continuo detestando, mas me esforço para dar um pouco de carinho a quem me é importante...

                Enfim estava no velório do pai da Dani, e encontrei a Babi por lá... É engraçado que passam 10 anos desde o segundo grau e sempre que me encontro com ela parece que o tempo não passou. É como se houvesse só um fim de semana entre a ultima vez que nos vimos e estamos nos encontrando de novo. E indo embora a Babi me disse: “Vê se não some afinal a gente não ia ser amigas pra sempre?”... Foi assim que nós lembramos que sim, no ultimo ano do segundo grau nossa turminha que na época eram de seis amigos prometeu ser amigos para sempre, a gente na verdade iria morar juntos, pra ser mais exato iríamos comprar o Solar da Baronesa, um casarão histórico de Santa Luzia, e moraríamos lá... Hahahahaha

                Essas lembranças foram doces pra mim, mas a duvida se fez presente... Quando foi que o amigo para sempre mudou? Porque a gente acaba se afastando das pessoas que nos são amáveis? Porque amizades tão sinceras deixam de existir? Simplesmente se perdem no tempo...

                Acredito que eu tenha algumas boas desculpas para ter deixado o tempo “afastar” a gente... De janeiro de 2007 a dezembro de 2011 eu trabalhei o dia todo e estudei a noite, e estudava aos sábados também, como todo bom filho noturno da PUC. Mas e antes disso?  O que eu fiz de 2002 a 2006 que não reuni nem uma vez a “minha turma”?

                Eu não sei dizer.  Sei o quanto a vida é corrida para todo mundo, mas acho que a gente acaba se perdendo no meio de tanta correria e deixando esquecidas coisas simples que nos faziam felizes... A gente vai crescendo e cada um seguindo seu destino e deixando o que já foi tão importante em nossas vidas. Foi quando que a gente parou de chorar junto pelos problemas umas das outras e começamos a nos importar com outras coisas.

                Acho que eu preciso reorganizar minha cabeça, entender as prioridades sem esquecer o que me faz feliz. A vida é muito curta para sair feito louco por ela sem pesar o que se tem de importante. Dez anos depois me dei conta que sinto falta das risadas, dos abraços, das confidencias e puxões de orelha... Olha, DEZ ANOS DEPOIS e parece que foi ontem, o tempo não espera ninguém, e se não ficarmos atentos, a vida se passou e o que havia de especial no passado ficou...


Gisele Paiva
28.01.2013


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